A expressão «Igreja em saída» é do Papa Francisco,
que desde o início do seu pontificado nos tem desafiado a ser uma Igreja que
não se fecha sobre si mesma, em seus assuntos de sacristia e cúria, mas que se abre
às reais necessidades da humanidade, de quem é servidora. Na sua primeira
entrevista à revista Civilità Cattolica, a papa
disse: «Vejo a Igreja como um
hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido
grave se tem o colesterol ou o açúcar altos. Devem curar-se as suas feridas.
Depois podemos falar de tudo o resto. Aquilo de que a Igreja mais precisa hoje
é a capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis, a
proximidade».
Na sua exortação apostólica «A alegria do Evangelho», o papa dedica todo o primeiro capítulo ao tema
da «Transformação missionária da Igreja», e a certa altura ele afirma: «Essa alegria é sinal de que o evangelho foi
anunciado e está dando fruto. Mas, sempre tem a dinâmica do êxodo e do dom, de
sair de si, de caminhar e semear sempre de novo, sempre mais adiante» (EG,
21), e, ainda, «A Igreja em saída é a
comunidade de discípulos missionários que “primeream” (tomam a iniciativa,
adiantam-se, vão primeiro), que se
envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam» (EG, 23).





